Esclerose Múltipla: doença pode ser controlada na maioria dos casos - Portal de Notícias | Hospital Edmundo Vasconcelos
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Esclerose Múltipla: doença pode ser controlada na maioria dos casos

data:30 de agosto de 2020

A esclerose múltipla é uma doença autoimune que pode levar pacientes jovens à incapacidade progressiva.  Esta doença não tem cura, mas o cenário atual para o paciente pode ser mais positivo caso seja diagnosticado precocemente e o tratamento seja realizado de forma adequada. O neurologista do Hospital Edmundo Vasconcelos, Tiago Sowmy, ajuda a compreender a doença tirando dúvidas sobre o assunto:

• O que é a Esclerose Múltipla?

É uma doença autoimune que acomete o sistema nervoso central do próprio organismo. No caso, a agressão ocorre através da produção de anticorpos em respostas celulares que levam a uma inflamação na bainha de mielina, presente nos axônios do neurônio, o grande responsável por transmitir as informações a outros neurônios. Comumente, a Esclerose Múltipla afeta as partes do sistema nervoso central que possuem maior presença de mielina como cérebro, medula e nervo óptico.

• É uma doença com sintomas específicos? Como detectar?

Cada paciente pode manifestar a doença de uma forma diferente, pois ela pode afetar qualquer parte do sistema nervoso central. O paciente pode apresentar visão dupla, perda de equilíbrio, perda de força nas pernas e braços, perda de sensibilidade, vertigem e incontinência da urina e fezes. Apesar de esses sintomas serem parecidos com os de outras patologias, até mesmo com um AVC, os déficits da Esclerose Múltipla diferenciam-se por surgirem de forma mais gradual e subaguda, ou seja, demoram de dias a semanas para instalar-se. Em muitos casos os sintomas regridem espontaneamente o que pode levar a um retardo no diagnóstico.

Em média, os pacientes levam de 2 a 3 anos para receber um tratamento adequado. Por isso é importante procurar um médico neurologista a fim de descartar todas as possibilidades e, com exames específicos, realizar o diagnóstico correto.

• É uma doença incapacitante? É possível reverter o quadro?

Por afetar o sistema nervoso central, a doença pode causar déficits que deixam o paciente com limitações. Isso pode ser controlado e revertido com o tratamento adequado, até mesmo nos casos mais graves. Na maioria dos quadros, os déficits instalam-se em um período maior do que 24h. Com o tratamento adequado, é possível reverter boa parte dos sinais clínicos com as medicações. Alia- se a isso a reabilitação por meio de fisioterapia neurológica especializada. 

“A muitos pacientes convivem com a doença sem apresentar dificuldades no dia-a-dia. Quanto mais precoce o diagnóstico correto e o início do tratamento adequado, maior a possibilidade de uma vida sem limitações.”, enfatiza o médico.

• É possível prevenir?

Não há nenhum marcador biológico ou exame que seja capaz de prever a possibilidade de ter a Esclerose Múltipla. Existem alguns fatores de risco, porém a literatura não aponta para algo muito específico. Normalmente o paciente apresenta algum sintoma e após a avaliação por meio de exame físico são solicitados exames laboratoriais e ressonância magnética. Nestas são encontradas as lesões características da doença.  Os exames laboratoriais ajudam a afastar outras possibilidades que apresentam sinais semelhantes, como Lúpus  ou HIV.

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