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Novembro Azul: dores nos ossos podem indicar quadro avançado de câncer de próstata

data:6 de novembro de 2020

Com características particulares, o câncer de próstata se diferencia por ter, de forma geral, uma evolução lenta e por surgir na terceira idade, mais especificamente na sexta ou sétima década de vida. Embora esses pontos possam sugerir que a doença seja pouco agressiva, o urologista do Hospital Edmundo Vasconcelos, Samuel Saiovici, alerta para os riscos de metástase, principalmente a óssea.

Isso ocorre quando as células cancerígenas se espalham pelo corpo e formam novos tumores. No caso do câncer de próstata, o especialista explica que há uma maior manifestação da metástase no sistema ósseo, atingindo principalmente os ossos mais longos e a coluna. “Quando o quadro já está avançado, muitas vezes os sintomas não são urinários, mas sim dores na coluna, na bacia, e até mesmo fraturas patológicas. Isso indica uma metástase óssea”, explica.

Sem acompanhamento médico e tratamento, esse quadro pode levar o paciente a ficar paraplégico. “O achatamento das vértebras pode ocasionar mais este problema à saúde. Mas vale ressaltar que felizmente, por conta das campanhas de conscientização, cada vez mais conseguimos diagnosticar o câncer de próstata em estágios menos avançados e evitar estas consequências e seus impactos na qualidade de vida do paciente”, afirma.

Nos quadros com tumores mais agressivos e metástases, a opção de tratamento deixa de ser a classificada como curativa e passa a ser baseada na hormonoterapia, que consiste no bloqueio dos hormônios masculinos, como testosterona e diidrotestosterona (DHT). “O câncer de próstata é dependente do hormônio masculino, e por isso, a opção de bloqueá-los para controlar a evolução da doença. Isso pode ocorrer com a castração cirúrgica ou química”, esclarece.

Como evitar essas consequências?
O diagnóstico precoce é fator primordial, por isso, o acompanhamento médico anual e a pesquisa ativa devem ser iniciados a partir dos 50 anos para homens sem histórico familiar e aos 45 anos para os pacientes que apresentam fatores de risco, como casos na família, ou que pertencem a grupos com maior incidência e predisposição, como o formado por indivíduos negros.

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